11 de jun de 2010

A mulher na igreja

Ao redor do mundo, a mulher nunca conseguiu crescimento e benefícios sociais de graça. A palavra é sempre luta, busca, reivindicação.

Assim aconteceu também no Brasil. Na política, no mercado de trabalho, na família, nos direitos civis, enfim, ela conquistou seu espaço. Não recebeu de graça.

Na religião não é diferente, embora os avanços precisam aumentar.

Como cada segmento religioso considera o trabalho feminino? A mulher pode exercer liderança na igreja?

Os evangélicos saíram na frente. As mulheres, em todas as denominações (batistas, assembléia, entre outras) podem ser bispas e pastoras. Uma revolução porque os púlpitos eram espaço marcado para os homens.

Os budistas também aceitam a liderança feminina assim como têm rabinas no Judaísmo (linhas conservadora e reformista).

Já a Igreja Católica ainda não abriu espaço para elas estarem à frente dos trabalhos. Somente os homens têm liderança e podem exercer o sacerdócio.

A cúpula da Igreja Católica tem sido criticada pelo exclusivismo sacerdotal masculino. Pequenos protestos começam a acontecer pelo mundo. No dia 8 de junho, a associação Women's Ordination Conference protestou, na praça de São Pedro do Vaticano, para pedir à Igreja Católica que reconsidere a proibição de as mulheres receberem a ordenação sacerdotal.

Apesar de não ter sido reconhecida pelo Vaticano, uma italiana - Maria Longhitano – foi ordenada sacerdotisa, em Roma, pela Igreja Vétero Longhitano, que é um movimento católico independente, vinculado ao movimento anglicano. Ela agora poderá realizar missas na paróquia Jesus de Nazaré, em Milão.

Maria Longhitano abre novos caminhos contra antigos comportamentos. As idéias precisam ser renovadas.



Como Jesus vê a mulher?

Assim como no Antigo Testamento, no Novo Testamento as mulheres eram vistas como inferiores. Mas Jesus mudou vários paradigmas. Falou do reino de Deus de forma diferente mostrando que a criação do Pai era especial. A mulher era parte da criação. Mas Jesus nunca considerou somente um gênero. Para Ele, homens e mulheres são a riqueza da criação.

Jesus tratou a mulher como ser humano, reconhecendo seu valor. Ele não olhava as pessoas pelo nível ou classe social. Olhava como necessitados de amor, perdão e salvação.

Jesus foi plural. Escolheu mulheres e homens (os discípulos) para serem Suas testemunhas. Elas estiveram presentes no ministério dEle - enquanto esteve na terra e depois que subiu aos céus. Elas se envolveram com evangelização, ajudaram a expandir o Cristianismo pelo mundo.

A Bíblia não narra que sequer um livro tenha sido escrito por uma mulher. Foram somente homens que a escreveram. Aliás, vale ressaltar, ainda, que os possessos descritos nas Sagradas Escrituras eram, na maioria, mulheres. Maria Madalena era uma das mulheres que fora possuída por sete demônios. Era prostituta mas foi considerada pelo Mestre (Lucas 8). Ela seguiu Jesus depois de liberta. Estava presente no sepulcro, no domingo da ressurreição. Saiu para anunciar aos discípulos que Jesus não estava mais no sepulcro. Depois tornou-se evangelizadora. Jesus a amou. Não a marginalizou.

Ela não foi somente a arrependida. A história registra que, depois de transformada, tornou-se voz expressiva. Afinal, foi a anunciadora da ressurreição. Coube à Maria Madalena essa alta honra.

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