4 de ago de 2010

Lula pede clemência por mulher condenada à morte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em 3 de julho, que está disposto a "conversar" com o governo iraniano a respeito do caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte no país por crime de adultério, mas admitiu que a questão é um assunto interno do Irã e que as leis e a religião do país devem ser respeitadas.

Presa desde 2006 por manter relações consideradas "ilícitas" com dois homens após a morte de seu marido, Sakineh Mohammadi Ashtiani foi sentenciada à morte por apedrejamento. Mas a sentença ainda não está resolvida e poderá ser por enforcamento.

Uns criticaram Lula dizendo que ele foi eleitoreiro e emotivo. Outros afirmam que a ação foi humanitária.

Não questiono o presidente brasileiro. Mas pergunto, respeitando as leis e a religião do Irã (mas discordando delas, claro!): Cadê os homens que estavam com essa mulher? O que acontecerá com eles? Por que somente ela será executada? Cadê os direitos humanos e as Nações Unidas que não se posicionam contra todos os governos que matam amparados pelas leis discriminatórias que eles mesmos criam?

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