9 de ago de 2010

Professor de religião deve ser isento

Os professores de religião que trabalham nas escolas públicas não devem ser vinculados a igrejas ou seitas.

Essa é a constatação da vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, que pediu ao Supremo Tribunal Federal que deixe claro que o ensino religioso nas escolas públicas só pode ser de natureza não confessional.

A iniciativa é para proibir a contratação de professores na qualidade de representantes de determinadas confissões religiosas. As aulas devem expor as doutrinas, as práticas, a história e as dimensões das diferentes religiões, nunca favorecer uma religião em detrimento de outra.

A escola pública não é lugar para o ensino confessional e também para o interconfessional ou ecumênico. Os alunos não podem ser influenciados a seguir uma religião. Devem estudar todas.

Concordo com a laicidade do Estado. Portanto, que os alunos devem estudar todas as religiões e não ser levados a aderir a uma.

Mas pergunto:

Por que os prédios públicos têm crucifixos?

Por que os feriados santos, instituídos pelas igrejas (católica e evangélica) ainda existem?

Por que ter um Cristo Redentor “protegendo” o Rio? Não vale a desculpa de um momumento cultural.

Por que Lula fez acordo com a Santa Sé (leia-se Igreja Católica) apoiado pelo Congresso Nacional?

Por que manter os santos do Candomblé na prainha, em Brasília? O lugar não é público?

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