19 de set de 2010

TV faz 60 anos

Hoje a TV está na era da alta definição. É moderna, com telas super finas. Mas a TV tem 60 anos, cheia de história pra contar.

Foi em 18 de setembro de 1950 o dia da primeira transmissão. O primeiro rosto a aparecer na TV foi de uma menina de cinco anos, vestida de índio. Era Sônia Dorce, hoje atriz. Ela disse “boa noite, está no ar a televisão do Brasil”. Sessenta anos depois, em entrevista ao repórter Emerson Ramos, no Jornal da Record, Sônia disse que, na época, não sabia que estava fazendo história. Foi Assis Chateaubriand que a pediu para entrar no ar e falar.

O empresário Chateaubriand criou a TV Tupi cuja logomarca era um índio, importou os equipamentos como a primeira câmera que ainda é preservada. Ele também trouxe do exterior 200 aparelhos de TV e distribuiu gratuitamente em São Paulo para as famílias assistirem aos programas que só eram transmitidos à noite.

No ano seguinte, os aparelhos começaram a ser fabricados no Brasil. Eram grandes, em caixa de madeira, com mais de 50 centímetros de profundidade. Muito diferente das telas super finas que atualmente se encontram no mercado.

As novelas encantaram os telespectadores. Ficou na história Vida Alves, a atriz que deu o primeiro beijo na telinha, em 1958. Lolita Rodrigues e Hebe Camargo também assinaram seus nomes na televisão brasileira como cantoras (no início das carreiras), depois como atriz e apresentadora.

Pelo Brasil, a Globo e a Record têm os registros mais antigos dos programas. As gravações antigas estão sendo restauradas na Rede Record e serão digitalizadas. São imagens muito importantes como os primeiros festivais de música do país.

Em Brasília, a primeira emissora foi a TV Brasília, canal 6, trazida juntamente com o Correio Braziliense quando o presidente Juscelino Kubitschek inaugurou a cidade, em 1960.

Ontem, em São Paulo, aconteceu uma super festa para celebrar os sessenta anos de um veículo que tem muito mais histórias para contar para os brasileiros. Entretenimento e informação são o forte da TV contemporânea.

O brasileiro viu a história e a vida passar pela telinha. A viagem do homem à lua, as primeiras comédias e festivais de música, o clamor popular por Diretas Já, as primeiras eleições democráticas no Brasil depois da ditadura militar, os ataques terroristas, ao vivo, às Torres Gêmeas em Nova York, o impeachment de Collor, a vitória presidencial de Lula, a cobertura das eleições, a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, as copas do mundo de futebol, as Olimpíadas e muito mais.

Existem mais aparelhos de TV no Brasil do que geladeiras. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comprova o fato: 98,2% dos domicílios têm fogão; 95,1% têm TV; a geladeira fica em terceiro lugar e o rádio em quarto.

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