22 de out de 2010

Maurício de Sousa, o pai da Mônica


Ele é o pai da Magali, Cebolinha, Mônica, Bidu – o primeiro personagem que criou - e vários outros desenhos que fascinam crianças e adultos.

Aos 75 anos de idade, 51 de carreira, Maurício de Sousa escreveu seu nome no topo dos desenhistas e empresários brasileiros.

Como criatividade não tem limite, já abraçou o mundo. O homem da comunicação, que no início de carreira, aos 17 anos, ouviu de um editor de jornal que poderia mudar de profissão, pois seus desenhos não eram legais, alcançou 50 países que atualmente importam seus produtos: Gibis, livros educativos, resorts, exposições para museus, desenhos animados, brinquedos, roupas, parques indoortemáticos, comerciais para TV e alimentos. Em parceria com empresas renomadas, colocou sua marca até em fraldas descartáveis. Também apostou nas novas tecnologias. Mônica hoje está na rede social, tem Twitter e site. “Sai me arrastando daquela sala”, comentou, ao lembrar de quando o editor menosprezou seu talento. Ele sentiu-se diminuído quando ouviu, pela primeira vez, que seu trabalho não agradou. Mesmo assim, não desistiu. Passou um tempo no jornalismo (foi copydesk e repórter policial), mas depois largou tudo para seguir a paixão pelo desenho.

Como inovar é seu ponto forte, partiu para a área teen com livros da Turma da Mônica para os já crescidinhos. Também criou personagens com deficiência física, uma turminha super amiga e animada, para alcançar as crianças com essas dificuldades. Um desses personagens é o Luca, que é cadeirante. Também tem a Dorinha que é deficiente visual.

Sempre pautou as histórias infantis pelo viés da família e da educação. Aliás, foi em família que teve as maiores inspirações, pois tem 10 filhos, 13 netos e 2 bisnetos. “Tudo pode passar pela educação. Hoje podemos educar brincando”, disse Maurício de Sousa na palestra ministrada ontem no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, com o tema Inovação e Criatividade.

Essas duas palavras - inovação e criatividae - são familiares para ele e não faltam na hora de criar. “Todos desenham quando criança. Uns deixam isso pelo meio do caminho e vão fazer outras coisas. Eu fiz da minha vida um desenho”, comentou, acrescentando que, para vencer profissionalmente, é preciso investimento, dedicação, foco no negócio, sondar o mercado, ver as necessidades, oportunidades e o modismo.

Tranquilo ao falar, Maurício explica que tem uma técnica que o ajuda diariamente no trabalho. “O importante é terminar o dia achando que fez o possível. Temos que viver cada momento completo, preservar a fé, ter metas e teimosia”, disse.

Parece que essa é a receita de sucesso que deu certo na vida dele. Eu aprendi na palestra e assino embaixo quando a crítica diz que a Turma da Mônica é maravilhosa. Lembra a infância de muitos brasileiros.

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