31 de jan de 2011

Egito censura imprensa

Neste blog comento os três assuntos que aprecio: Jornalismo, Teologia e História.

Os fatos
Agora vamos a um giro pelo mundo e, em pauta, falaremos sobre imprensa. O que chama a atenção nos jornais são as notícias dos protestos populares no Cairo, Egito.

A imprensa egípcia está trabalhando sob censura prévia e a principal TV foi fechada por ordem do presidente Hosni Murabak que está no poder há 30 anos. Jornalistas egípcios não têm liberdade para informar. Mas muitos jornalistas estrangeiros estão no país para cobrir o protesto. Internet e celular também foram bloqueados.

A população exige a renúncia do presidente que responde colocando o exército nas ruas. Pelo menos 100 pessoas morreram. Há muitos feridos. Há uma semana praças estão lotadas de pessoas que clamam por democracia.

O presidente se recusa a sair, mas analistas internacionais já dão certa a queda dele. Os egípcios pressionam, a diplomacia mundial quer democracia, inclusive Dilma Rousseff torce por um Egito democrático. Essa foi a declaração da presidente hoje, em visita à Argentina. Os Estados Unidos, que apoiou o presidente durante 30 anos, agora falam em transição democrática. Países árabes preocupam-se com o equilíbrio de força no Oriente Médio. Hugo Chaves, presidente da Venezuela, e Fidel Castro, que ficou à frente da nação cubana por longos anos, culparam os americanos pelos problemas.
Minha opinião
Pergunto: Por que, sempre que um ditador passa por problema e é ameaçado de perder o poder, censura a imprensa fechando os meios de comunicação?

A resposta é simples. Imprensa séria gera notícia. A informação contribui para formar opinião. As críticas não são bem-vindas para os ditadores que querem permanecer no poder pela força das balas da polícia e pelos canhões do exército.

Sempre a imprensa é censurada nos países sem liberdade de expressão. Mas nunca é destruída. O Brasil sabe bem contar essa história, pois governos quiseram calar jornalistas pela imposição e pela tortura. Foram derrotados.

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