1 de jan de 2011

A posse de Dilma Roussef em crônica

A cidade amanheceu na expectativa de fazer a festa da posse da primeira mulher presidente da República.

Chovia muito quando Dilma Rousseff (PT) desfilou no Rolls-Royce da presidência pelas ruas largas de Brasília.


Vi o início da festa pela Rede Globo. Ela chegou ao Congresso Nacional onde tomou posse juntamente com o vice-presidente, Michel Temer (PMDB).

A chuva deu trégua e eu decidi ir à Esplanada dos Ministérios ver de perto a alegria. Pelo rádio do meu carro, ligado na Band News FM, ouvi Dilma fazer o primeiro discurso à nação brasileira, agora como presidente empossada por José Sarney.

Quando cheguei à Esplanada, a praça estava cheia. A praça era do povo (foto acima). Para todos os lados vi bandeira, gente, polícia. Todos perguntavam aos policiais se Dilma passaria por aquele percurso.

Sujei meu pé na lama que se formou no gramado do Palácio da Justiça. Mas a chuva ajudou e foi possível deixar o guarda-chuva enrolado.

Muito tempo de espera. Enquanto isso, caças sobrevoaram os céus. Os Dragões da Independência se arrumavam na rampa do Palácio do Planalto. A banda de música tocava sem parar. O povo esperava ordeiramente. Vi famílias inteiras. Crianças estavam por lá.

Quando menos se esperava, lá veio a presidente, ao lado da filha Paula, no carro presidencial. De pé, com a capota do carro levantada, ambas acenavam para as pessoas. Dilma sorria. Foi rápido, mas deu para filmar.

Depois ela subiu a rampa. Recebeu a faixa presidencial e dirigiu-se ao parlatório. Eu a vi subindo para discursar, elegantemente vestida.

De onde eu estava não dava para ouvir o discurso. O som não tinha muito alcance. Mas deu para perceber a emoção do povo ao cantar o Hino Nacional.

Dilma continuou discursando. Decidi ir em direção ao meu carro, pois realmente não dava para entender o discurso. Boa decisão. Achei uma equipe de TV que transmitia ao vivo a posse. Debaixo de um estande, a TV divulgava as imagens do parlatório. Vi Dilma já com a faixa verde e amarela. Ao redor do estande algumas pessoas assistiam à presidente.

Quando voltei para meu carro, liguei na rádio CBN. Uma repórter informava que Dilma cumprimentava, naquele momento, os chefes de Estado internacionais. Ela cumprimentava Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana, e Hugo Chaves, presidente da Venezuela.

Eu torço pela presidente Dilma Rousseff, apesar de não ter votado nela. Dilma assume a presidência do Brasil em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, um operário que chegou ao poder, depois de ser retirante. Ou seja, de sair do Nordeste para não passar fome.

Essa foi a segunda posse presidencial da qual participei. Fui à posse de Fernando Collor de Melo. Achei importante participar. Eu queria fazer parte da história do Brasil.

Já em casa, acessei a internet. Pelo G1 vi as cenas, ao vivo, de Lula cumprimentando os convidados no Palácio do Planalto e, dividindo a tela, as cenas de Dilma recebendo os parabéns.

Hoje o Brasil escreveu mais uma página de sua história. Eu participei. Foi emocionante ver Dilma, ainda que rapidamente. Que ela faça bom governo! Torcer pela Dilma é torcer para o Brasil melhorar.

E a chuva volta a cair fina. Vejo pela janela do meu quarto, já no final da tarde desse 1 de janeiro de 2011.

Ah! As fotos postadas foram tiradas por mim.

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