2 de fev de 2011

Jornalistas impedidos de trabalhar no Egito

Ignorando o toque de recolher imposto pelo governo ditatorial de Hosni Mubarak, uma multidão permanece nas praças centrais do Cairo, no Egito, exigindo a saída do presidente e clamando por liberdade. Eles querem democracia.

Os números não batem. Ontem o Jornal da Record disse que foram 3 milhões de pessoas, na chamada de abertura. Depois, na reportagem, falou-se em dois milhões. Ao final, o apresentador Ricardo Boechat informou que eram três milhões de manifestantes.

O Jornal da Record comentou sobre um milhão de pessoas. O Correio Braziliense também publicou o mesmo número.

Representantes do governo e o próprio presidente foram à TV pedir o fim dos protestos, falar sobre o toque de recolher. Mubarak disse que não será candidato nas eleições no final do ano, mas ficará no cargo até o fim do mandato.

Minha opinião

A mesma imprensa que o presidente ditador censura, usa para divulgar suas idéias. A população não cumpriu as ordens e se recusou a deixar as praças. Milhares de pessoas dormiram ao relento para continuar os protestos.

Por um país livre. Por uma imprensa livre. Sempre são os jornalistas que pagam o pato quando os governos autoritários resolvem medir forças com o povo. Esses profissionais são os primeiros a ser censurados, têm dificuldade de trabalhar, correm risco de morte, são ameaçados. A imprensa incomoda? Certamente mostrar a verdade dos fatos atrapalha os interesses, quando o governo busca escondê-los para permanecer forte no poder.

Nunca ouvi falar que médicos, engenheiros, professores, secretárias, pilotos foram censurados e impedidos de atuar. Mas os jornalistas sempre sofreram esse tipo de imposição. Um absurdo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário