18 de mar de 2011

É possível liberdade religiosa na Líbia?

Uma guerra civil acontece há mais de um mês na Líbia. O ditador Muammar Khadafi, há 42 anos no poder, recusa a deixar o cargo e bombardeia rebeldes que lutam para derrubá-lo. Mas muitos civis são atingidos, ficando feridos ou morrendo.

O ditador disse ontem (17/3) que vai cessar fogo contra a população porque o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovou, por 10 votos favoráveis e cinco abstenções, inclusive a do Brasil, a resolução que determina zona de exclusão aérea.

Na prática, isso significa que os países ligados à ONU, como França, por exemplo, podem derrubar os aviões líbios do governo.

Na busca por liberdade política, cabe uma pergunta: No bojo das mudanças, a população terá liberdade religiosa?

O quadro religioso hoje na Líbia é de perseguição à igreja. São 6,3 milhões de habitantes. Destes, 1,5 milhão são estrangeiros.

Os estrangeiros podem ser de outras religiões. Mas os nativos são da religião islâmica, sendo que 97% da população são de muçulmanos que aderem ao islão sunita.

Apesar de o Cristianismo ter chegado à Líbia há muito tempo, ficou enfraquecido por causa do cisma donatista. Desde o século VII o avanço islâmico ganhou força. Hoje são poucos cristãos na Líbia, maioria formada por estrangeiros.

Os muçulmanos não acreditam que a mensagem de Jesus Cristo também foi dirigida a eles.

Nenhuma forma de evangelismo ou trabalho missionário é permitida. O governo proíbe evangelizar os nativos. O governo também proíbe a conversão de muçulmanos e, por isso, é muito difícil realizar atividade missionária. Ele também exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos sunitas. Os muçulmanos que se convertem são sujeitos à pressão e ostracismo social. Muitos deles abandonam a pátria porque decidiram seguir a Jesus.

Os estrangeiros podem se reunir para seus cultos, mas são monitorados. Os líbios têm medo de serem vigiados e perseguidos. Por isso, não participam dos cultos cristãos. O governo também controla a literatura religiosa. A Bíblia em árabe tem entrada restrita no país.

Na verdade, hoje a Líbia persegue a igreja cristã.

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