10 de mar de 2011

Jornalista brasileiro é preso na Líbia

Os fatos
Há um mês o ditador Muammar Khadafi resiste para não deixar o poder na Líbia. Ele comanda o país há 42 anos com braço de ferro. Mas forças rebeldes tomaram cidades e lutam para tirá-lo do governo. Organizações internacionais já classificam como guerra civil os ataques que estão acontecendo naquele país, inclusive com muitos mortos.

O presidente lançou bombas em várias cidades, ferindo e matando a população civil. Não há dados fechados e confiáveis sobre o número de mortos uma vez que o governo controla os meios de comunicação como internet, rádio e TV.

Muitos jornalistas estrangeiros estão na Líbia para cobrir os fatos.

O jornalista brasileiro Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo, estava desaparecido, mas foi encontrado na prisão.

A presidente Dilma Rousseff publicou nota sobre a situação de Netto. Dilma determinou ao ministro interino das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, providências "urgentes para assegurar integridade física e a libertação" do repórter.

Há informações de que o repórter estaria na localidade de Sabratha, a 60 quilômetros de Trípoli.

Também há notícias de que foram presos e torturados três jornalistas da rede britânica BBC. Os profissionais foram encapuzados, algemados e agredidos por integrantes do Exército líbio e da polícia secreta, as forças leais a Khadafi. Os profissionais também foram ameaçados de morte e submetidos a torturas.

Minha opinião
Governos autoritários não gostam que seus desmandos sejam revelados ao mundo. Por isso prendem e torturam jornalistas.
Pergunto: A liberdade política na Líbia significará também liberdade religiosa? Queira Deus que sim.
A religião na Líbia é rigorosa. Ao todo, 97% da população é muçulmana sunita. Eles somam 6.461.454 pessoas.

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