29 de abr de 2011

Casamento real na imprensa

O mundo se mobilizou para assistir, ao vivo, o casamento real de William e Kate Middleton, na Abadia de Westminter, em Londres, hoje, 29 de abril. Foram dois bilhões de telespectadores em 150 países.

A imprensa foi a responsável por transmitir a cerimônia luxuosa. A TV foi a mais assistida e continua sendo o maior meio de comunicação mundial.

Na TV aberta, a Globo, a Record e a Record News transmitiram a festa ao vivo com repórteres nas ruas, apresentadores nos estúdios recebendo comentaristas para informar sobre assuntos específicos.

A Globo, por exemplo, contou com Glória Kalil para comentar sobre moda, teve um bispo para dar informações sobre a cerimônia e a religião anglicana e um diplomata para comentar os aspectos políticos internacionais do que representa o casamento.

A Record optou por colocar a repórter Adriana Araujo nas ruas de Londres mostrando detalhes da festa como a população nas ruas emocionada (um milhão de pessoas), acenando, gritando, com bandeiras nas mãos.

A internet também teve seu papel, principalmente porque tem uma característica diferente. Ao contrário da TV – onde o telespectador somente recebe a informação passivamente -, na rede pessoas comuns puderam opinar, enviando mensagens em portais que abriram espaço para a interatividade social.

Portais como o Correio Braziliense, R7, G1 e Estado de São Paulo transmitiram o cortejo ao vivo, publicaram fotografias, comentários dos internautas com moderação da empresa, espaço para o Twitter e comentários sobre a moda usada na catedral.

O conto de fadas tornou-se notícia mundial rendendo pontos na audiência.

Por que um casamento tornou-se notícia mundial? Por que a imprensa se interessa pela pauta? Simples. Cobrir o evento é mostrar o luxo, matar a curiosidade das multidões, render audiência e, consequentemente, ganhar mais dinheiro, retratar um país rico, a tradição inglesa, a família real que, por si só, já é destaque mundial. A realeza inglesa torna-se mais pomposa quando divulga que a cerimônia custou 80 milhões de reais, pagos em pequena parte pela família da noiva e, na quase maioria, pela fortuna pessoal da rainha Elizabeth II. Mas especula-se muito sobre esse valor. Uns dizem que o gasto foi menor. Os tablóides ingleses falam em cifras maiores. Quem saberá ao certo?

Lucro certo para todos. Prestígio que não tem preço.

Um dado merece comentário para entender o poder da mídia. No Brasil, a TV tem uma especificidade. As residências têm mais aparelhos de TV do que geladeiras. Isso mesmo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) mostram que a geladeira perde para a televisão (89,2% contra 93%). Isso significa dizer que nove em cada 10 casas têm um aparelho de televisão. A pesquisa da PNAD é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nenhum comentário:

Postar um comentário