27 de abr de 2011

Jornalistas debatem liberdade

Uma tarde para debater a liberdade e a democracia no Brasil. Com nomes expressivos da comunicação, do direito, da política e da economia, a Fundação Assis Chateaubriand e os Diários Associados (Correio Braziliense) organizaram o Seminário Liberdade e Democracia.

Diante de tanto debate, percebe-se que a confusão e a desinformação são os maiores vilões da liberdade de imprensa no Brasil.

Os painéis foram:

A liberdade de expressão e sua dimensão político-jurídica no fortalecimento da democracia foi o primeiro painel, com Miro Teixeira, deputado federal (PDT/RJ), e Márcio Chaer, diretor de redação da revista eletrônica Consultor Jurídico.

A relação entre informação e o desenvolvimento da sociedade, com Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da Organização Transparência Brasil, e Gil Castello Branco, secretário-geral da Associação Contas Abertas.

Liberdade de expressão na era das novas mídias, com o debate de Gustavo Krieger, jornalista e diretor-executivo da FSB Comunicação, e Marco Aurélio Rodrigues da Cunha, advogado especialista em direito constitucional e liberdade de expressão.

Depoimentos

“O preço da liberdade é a vigilância constante. A chama da liberdade deve permanecer acessa para o progresso e a evolução da comunidade brasileira. A história dará o valor devido a Assis Chateaubriand que será coroado como figura importante na comunicação do Brasil. Ele queria a integração nacional.”
Álvaro Teixeira da Costa, presidente dos Diários Associados

“Os déspotas não são contra a liberdade. Eles são contra a liberdade alheia. Querem exercer a liberdade para os seus próprios desmandos e querem ficar impunes.”
Miro Teixeira, deputado federal (PDT/RJ), advogado e jornalista

“Não há como falar em liberdade de expressão se não dermos à sociedade o direito de se manifestar e ter informações corretas. Sem transparência e acesso à informação, por parte da sociedade, é uma balela falar sobre liberdade. Os burocratas do governo não são proprietários das informações. Eles detém as informações enquanto exercem uma função. Os donos das informações somos nós, a sociedade. Temos que mudar essa cultura no Brasil. Informação é direito essencial da população.”
Gil Castello Branco, secretário-geral da Associação Contas Abertas

“O acesso à informação é importante para que se conheçam as múltiplas decisões tomadas pelo governo e, muitas vezes, são protegidas. Os órgãos públicos podem negar ou procrastinar a darmos informações. A Transparência Brasil estimulou o governo federal a fazer valer o artigo 5, inciso 33, que dá o direito das pessoas de ter informação e o artigo 37 que define que o Estado tem o dever de dar publicidade ao seus atos. Promulgar uma legislação é importante, mas não é suficiente para que a informação circule. A imprensa, ONGs, associações de bairros e profissionais são os meios pelos quais as informações podem chegar à sociedade. Na ausência ou debilidade desses intermediários, a informação chega mal para o público.”
Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da Organização Transparência Brasil

“Informação diante das novas mídias será uma revolução que só estamos começando a sentir o início. Hoje, com a informação aberta às novas mídias, a pessoa pode ser o dono, o diretor e a última opinião do seu próprio veículo de comunicação. Essa é uma grande transformação que os governos e a imprensa terão que lidar. As pessoas não são receptoras de informação. São produtores de informação e o alcance do que se faz terá a ver a excelência do trabalho que desenvolve. As pessoas têm facilidade de consumir, ter acesso à informação. Hoje eu acesso informações de qualquer computador, de minha casa, e posso retransmitir. As redes sociais dão a chance para que cada pessoa seja o seu veículo de informação.”
Gustavo Krieger, jornalista e diretor-executivo da FSB Comunicação

Um comentário:

  1. Boa noite,
    foi uma tarde de muito conhecimento e prazer .

    Laís Ramos

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