6 de mai de 2011

Os evangélicos, os gays e o Supremo Tribunal Federal


Os fatos

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, em 5 de maio, a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar.

Na prática, uniões homoafetivas ou homossexuais têm os mesmos direitos das uniões heterossexuais. Direitos esses previstos na lei 9.278/1996, que considera como entidade familiar a “convivência duradoura, pública e contínua”.

Mas quais são esses direitos garantidos? Divisão da guarda e sustento dos filhos, possibilidade de pensão alimentícia, herança em caso de morte, partilha de bens em caso do fim da união e facilidades para conversão da união estável em casamento. A união estável tem o mesmo peso do casamento civil para efeitos de inclusão do companheiro em plano de saúde, por exemplo.

Mesmo com essa decisão do STF, os homossexuais não podem se casar, seja no civil ou no religioso.

O STF manifestou-se sobre o tema depois de duas ações propostas pela Procuradoria-Geral da República e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

No Brasil, de acordo com o Censo Demográfico 2010, existem 60 mil casais homossexuais. Uma minoria barulhenta. Essa foi a primeira edição do recenseamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a contabilizar a população residente com cônjuges do mesmo sexo.

Minha opinião

As pessoas têm o direito de escolher a vida que desejam. Devem ser respeitadas. Eu respeito os casais do mesmo sexo, mesmo não concordando com o estilo de vida escolhido por eles.

Concordo que os homossexuais não podem sofrer preconceito e que têm direitos como todos os cidadãos brasileiros. Concordo que tenham os direitos civis reconhecidos, mas com uma exceção.

Casais gays podem comprar e gastar o dinheiro deles como quiserem. Podem deixar a herança para o companheiro, podem tê-los no plano de saúde, etc. Não vejo problema nisso. Cada um gasta o seu bem e dinheiro da forma que desejar.

Mas não concordo com casais gays adotando crianças. No futuro, como ficará a cabeça de uma criança sendo criada por duas mulheres, por exemplo? Que imagem materna e paterna essa criança terá? Certamente crescerá acreditando que essa forma de família é certa, normal, compatível com seus valores porque foi a maneira que a criança conheceu. Mas essa nova forma de família que querem criar não está de acordo com os padrões bíblicos. Isso deve ser repensado.

A Bíblia diz que homossexualidade é pecado. Uma criança não deve ser criada em um ambiente que, no futuro, a faça pensar que uma família homossexual está dentro dos padrões de Deus. Não está. Deus criou o homem e a mulher para o casamento. Assim deve permanecer porque assim é abençoado.

Futuramente, os casais gays podem querem casar nas igrejas católicas e evangélicas. Como ficará isso? E o pastor ou padre que não aceitar realizar esse casamento sofrerá punição? Isso deve ser pensado.

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) posicionou-se contrária à decisão do STF. Pergunto: Cadê os pastores que não se manifestaram? Cadê os conselhos de pastores espalhados pelo Brasil? Ouvimos poucos pastores, poucas vozes corajosas que disseram não à polêmica. E os demais pastores, por que não se manifestaram?

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