9 de jan de 2012

Qualquer um vira pastor

Por que tantas pessoas despreparadas tornam-se pastores?
Quais requisitos exigidos para exercer a função?


É pastor preso acusado de obter vantagem ilícita (estelionato), é outro preso por abusar sexualmente de crianças e adolescentes, as filhas dos fiéis. Outro ainda, acusado de abusar sexualmente de dois meninos de 8 e 11 anos. Além dos abusos ao longo de um ano, o pastor exibia filmes pornográficos para as crianças, de acordo com as investigações da polícia. Nesse caso os abusados também são filhos de membros da igreja.

Três casos de crimes envolvendo pastores em Brasília em menos de uma semana, sendo divulgado amplamente pela imprensa local. Também teve o caso de um padre pedófilo. Ou seja, as páginas dos jornais ficaram recheadas de religiosos criminosos na semana passada.

Eu pergunto: Qualquer um pode ser pastor? Parece que sim nas igrejas evangélicas brasileiras.

Quais os requisitos para uma pessoa ser pastor? A liderança da igreja confere se a vida da pessoa é realmente íntegra?

Nos três casos não cito nomes dos personagens por minha escolha, apesar dos mesmos terem se tornado públicos em reportagens publicadas em jornais e telejornais de grande circulação de Brasília. Escolho não citar nomes porque dois casos ainda serão melhor investigados e julgados. Portanto os envolvidos não foram condenados. Foi publicado que foram presos suspeitos de pedofilia e de estelionato. Somente em um caso o pastor já foi condenado.

Vamos dar um breve perfil do religioso já condenado. O pastor acusado de pedofilia contra seis garotas, entre quatro e 11 anos, foi condenado a mais de 50 anos de prisão. Ele é do Maranhão onde exercia a profissão de pedreiro. Veio para Brasília e tornou-se pastor.

Ah, não! Aí já é demais. Cadê a formação teológica desse homem? Cadê o preparo necessário para ser um líder espiritual? Isso parece brincadeira, mas aconteceu recentemente. A reportagem publicou que ele pregava contra o uso de maquiagem e contra as mulheres usarem calça comprida. Pode? Isso reflete o despreparo geral desse homem. Mas ele estava como pastor de um segmento importante do meio evangélico, e foi autorizado a trabalhar por outros líderes. Assim não dá, gente!

Sinceramente, é preciso ser revisto, com urgência, os requisitos para ser consagrado a pastor. É necessário exigir antecedentes criminais, diploma (ou certificado) de teologia, documentos pessoais, entre outros.

Muitos pastores hoje não têm nenhuma formação teológica. Não que seja obrigatório um curso de teologia reconhecido pelo Ministério da Educação para exercer a função, pois Deus usa pessoas íntegras e com o coração voltado para Seu Reino. Também sei que a seara (o campo de trabalho) é grande, as necessidades são muitas e são poucas as pessoas que se dispõe ao serviço sério. Como a Bíblia diz, “são poucos os obreiros”. Mas ter uma formação, ser informado e estudar não faz mal a ninguém. Pelo contrário. Ajuda o líder a ser melhor preparado.

Caso contrário, fica o segmento sendo desrespeitado por nomes impróprios, por criminosos, pessoas que jamais deveriam ser líderes, mas que tiveram o aval de outros pastores para exercerem a função. O aval significa que foram escolhidos, consagrados e autorizados pelas igrejas a exercer o ministério pastoral.

A mudança precisa ser urgente. Chega de lobos no meio da igreja. Que Deus nos acuda!

Um comentário:

  1. Oportuno e pertinente a sua reflexão, Denise. Esses pseudos "pastores" não só mancham o nome de denominações verdadeiramente cristãs como também desonram os ensinos de Jesus. Acredito que o preparo teológico só vem a fortalecer e edificar a pessoa vocacionada por Deus para o pastorado.
    Fique na PAZ!

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