20 de abr de 2012

Excesso de informação

É frase comum entre os jornalistas que o excesso de informação desinforma. O que isso significa? Que as pessoas desse mundo pós-moderno têm sobrecarga de informação. É um consumo sem fim, o que nem sempre significa que o consumidor de informação seja uma pessoa crítica, atualizada, antenada com o mundo.

Qual a solução? É urgente filtrar as informações. Ser seletivo. Não cometa o erro de incomunicar, no lugar de comunicar.

Quer um exemplo de excesso de informação e como os meios de comunicação de massa aumentam os fatos no sentido de dar visibilidade a um assunto que talvez não seria conhecido não fosse os holofotes da mídia?

Qual a importância de um grupo pequeno de pessoas que decide ocupar uma rua protestando contra tudo, principalmente contra a desigualdade econômica e social nos Estados Unidos? Foi o Occupy Wall Street, um movimento que cresceu mundialmente depois que as pessoas protestaram em Manhattan, Nova York. Esse caso exemplifica como a imprensa pode aumentar a visibilidade ou sufocar um movimento, tornando-o invisível. Inicialmente o movimento era sem alcance. A imprensa local, nacional e mundial não deu atenção. Como as pessoas permaneceram acampadas em praça pública, os jornalistas, que detém nas mãos os meios de comunicação, resolveram divulgar. Pronto! Bastou isso para o movimento tornar-se mundial, sendo imitado por outros países. Veio mais uma reportagem que ajudou a aumentar o excesso de informação que o mundo atravessa. O assunto bombou nas redes sociais. Isso mostra ainda que o que antes era específico de uma região tornou-se universal. É uma fragmentação do conhecimento. É o mundo tornando-se um só, uma “aldeia global”, que Marshall Mc Luhan profetizou. O mais incrível é que a Bíblia também profetiza isso: que o mundo seria um.

Outro exemplo? A Luiza. Ninguém a conhecia. Mas agora todos sabem que Luiza estava no Canadá, mas já voltou.

Por que a imprensa noticia? Porque sempre haverá alguém que se interessa por um assunto específico. O mundo está fragmentado. O conhecimento está fragmentado.

Dá para confiar nesse mundo conectado, com excesso de informação? Depende da fonte. A confiabilidade da informação depende de quem a divulga, pois assim o consumidor/leitor saberá se a mesma é verdadeira, se foi checada antes de ser divulgada. É necessário saber qual é a fonte para ter certeza se a informação é confiável. Pode ser fofoca, pode ser intriga, pode ser um monte de coisas. Checar a fonte é indispensável.

Todas as pessoas tornaram-se comunicadores hoje? Não. Não basta compartilhar um evento, curtir uma foto nas redes sociais, publicar uma opinião em um blog ou no site do jornal para ser um comunicador. A opinião do público é fundamental. Não se desconsidera isso. Mas ser ligado na internet ou ler uma revista não é suficiente para tornar-se um profissional da comunicação. É necessário mais formação.

Diante de um mundo com excessos, que as pessoas sejam cautelosas ao consumir. Selecione, escolha, critique. Não receba tudo como se fosse o mais natural e único caminho. Existem outros caminhos. Recuse ser massa de manobra. Pense por você mesmo. Seja inteligente.

2 comentários: