4 de mai de 2012

Declaração de Santiago e os crimes contra jornalistas

Países assinam declaração
sobre violência contra jornalistas

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de maio, associações de jornalismo de seis países, incluindo o Brasil, divulgaram a Declaração de Santiago sobre a violência contra jornalistas e empresas de comunicação na América Latina.

O documento, divulgado ontem, reafirma a importância da liberdade de imprensa para o debate público, para a formação de valores democráticos e para a fiscalização das autoridades por parte dos cidadãos.

Especialistas em comunicação afirmam que alguns governos de origem democrática têm práticas autoritárias e buscam instaurar uma cultura de intolerância em relação à imprensa, o que incentiva agressões contra meios de comunicação e jornalistas. Essa realidade está presente em vários países da América Latina.

Em entrevista ao Jornal da Globo, Ricardo Pedreira, diretor-executivo da Associação Nacional de Jornalistas (ANJ), disse que a declaração chama a atenção das pessoas para a importância da liberdade da imprensa para todos.

Ontem, em Brasília, a ministra Maria do Rosária, da Secretaria de Direitos Humanos, discutiu com representantes de empresas de comunicação e associações do setor a federalização de crimes contra jornalistas. Em entrevista ao repórter Pedro Paiva, a ministra Maria do Rosário disse que os crimes contra jornalistas são crimes contra a democracia, a sociedade e os direitos humanos.

No fim de março o Brasil votou contra a implantação imediata de um plano das Nações Unidas para a proteção de jornalistas. Este ano quatro jornalistas foram assassinados no Brasil. Em 2011, foram 29 mortes na América Latina, um terço do total mundial.

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