14 de mai de 2013

O ministro Aires Britto e o diploma dos jornalistas

Participei da 8ª Conferência Sobre Liberdade de Expressão que aconteceu na Câmara dos Deputados. O foco foi os 25 anos da Constituição.

O ministro Carlos Ayres Britto, do STF (Supremo Tribunal Federal), estava presente e defendeu o fim da Lei de Imprensa. Ele votou pelo fim dessa lei em 2009 quando foi relator do processo que a considerou inconstitucional. Por isso foi revogada.

No debate, perguntei ao ministro Britto:

- Defendo o jornalista com diploma. Foi um desprestígio para os jornalistas o fim do diploma. Gastamos tempo, dinheiro em busca do nosso diploma, investimos sonhos, cumprimos a lei vigente que exigia diploma para exercer a profissão no País. O senhor considera que a classe profissional foi desprestigiada ou não vê assim a questão?

Sabe o que o ministro me respondeu?

- "Você tocou em um ponto importante que merece maior discussão. Temos que debater mais esse assunto. No momento, eu não tenho uma resposta para te dar."

Agora, com todo o meu respeito ao ministro, eu tenho uma resposta a dar. O STF deveria incentivar o brasileiro a estudar. E não dizer que meu diploma não vale nada e que qualquer pessoa, sem a menor formação, pode exercer o Jornalismo.

Senhor ministro, o STF desqualificou, sim, os jornalistas. Com o derrubada total da lei disse que meu diploma não é importante. Sou uma jornalista séria, ética, quero o bem do País. Quero uma justiça que me diga que devo estudar mais, me qualificar melhor. Quanto mais estudamos, mais o Brasil cresce.

Desculpa, senhor ministro, mas não posso concordar com o seu gesto. Eu continuou estudando, pensando, criticando, defendendo o diploma, a liberdade de expressão,  a imprensa livre. Eu continuou sendo cidadã de bem.

E graças a Deus que novo projeto de lei está tramitando para voltar a obrigatoriedade do diploma de jornalista no Brasil.

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