23 de abr de 2014

A internet e a religião (ou a falta dela)

Os tempos contemporâneos são um desafio para a fé? As pessoas creem menos hoje? Como está a relação com o sagrado?

Um estudo realizado nos Estados Unidos relaciona o crescimento da internet ao crescimento dos ateus e das pessoas sem religião.

Organizada pelo pesquisador Allen Downey, a pesquisa mostra que entre 1990 e 2010 o número de pessoas que perderam a fé aumentou de 8% para 18%. Ou seja, existem mais ateus e agnósticos atualmente.

 O estudo aponta ainda que quanto mais a pessoa estuda menos fé tem. Isso mesmo. Quanto maior o grau de educação, maior a parcela da população que não está ligada a nenhuma religião.
 No período estudado, o número de pessoas com ensino superior nos Estados Unidos aumentou de 17,4% para 27,2%.

Nem todos concordam que a internet afasta os fiéis da religião. Especialistas no tema afirmam que o aumento de ateus e pessoas sem religião não está ligado ao crescimento da internet porque esse meio de comunicação pode estreitar laços entre os fieis e líderes religiosos. Quer um exemplo? O Papa Francisco que já possui 13 milhões de seguidores no "Twitter".

A realidade no Brasil - Dados do IBGE mostram que no Brasil existem 15 milhões de ateus e agnósticos (pessoas que não acreditam em qualquer tipo de entidade superior ou espiritual e pessoas que apenas não tem religião, mas acreditam em Deus ou outra divindade). Entre 1990 e 2013 o número de pessoas sem religião no Brasil subiu de 4,8% para 8%.

O número de católicos caiu 1,3% e o de evangélicos aumentou 61% em dez anos no País. Hoje, 42,3 milhões de pessoas se declaram evangélicas no Brasil, contra 124,9 milhões de católicos.


O número de espíritas se manteve estável, com cerca de 3,8 milhões de fieis. Mas a maior parte dos religiosos com ensino superior está entre os espíritas, cerca de 31% cursaram a faculdade. 

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