31 de mai de 2015

Oscar Niemeyer, a fé nos traços do arquiteto


Ele era comunista. Uns dizem que era ateu, outros que era agnóstico. Quem vai saber ao certo?
O que se sabe, sem dúvida, é que foi talentoso. E seus traços (riscos e rabiscos arquitetônicos) rodaram o mundo. 

Em Brasília não foi diferente. Todos conhecem os monumentos desenhados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Mas poucos sabem que esse carioca que morreu aos  104 anos, além de palácios, também pensou na religião. Projetou muitos templos singulares. Brasília é recheada deles: tem Niemeyer nos palácios – com capelas pequenas e inspiradoras à oração, tem nas ruas como nas entrequadras do Plano Piloto. 

A igrejinha, por exemplo, na 308 Sul, teve arte produzida a pedido de Sara Kubtischek, esposa do ex-presidente JK. Conta-se a história de que Dona Sara recebeu uma bênção que foi a cura de sua filha que estava doente. Por isso, desejou construir o templo. Assim surgiu a Igreja Nossa Senhora de Fátima cujo desenho é o chapéu de uma freira. Esse foi o primeiro templo de alvenaria erguido em Brasília e inaugurado em 1958. Perceba que a igreja foi construída e aberta ao público antes mesmo da grande inauguração da Capital que ocorreu em 1960.

Igrejinha, na 308 Sul



Aqui no cerrado Niemeyer projetou templos somente para o catolicismo, tanto romano quanto ortodoxo. Com sua proximidade ao poder governamental, tem obras assinadas dentro dos palácios. Mas a população que não frequenta os tapetes luxuosos pode apreciar Niemeyer nas ruas. A lista de suas obras inclui: Capela Ermida Dom Bosco, Lago Sul; Catedral Militar Rainha da Paz, Eixo Monumental; Capela Nossa Senhora da Conceição, Palácio da Alvorada; Catedral Metropolitana de Brasília, Esplanada dos Ministérios; Igreja Ortodoxa São Jorge, Lago Sul; Capela do Palácio do Jaburu, Palácio do Jaburu; Igreja Nossa Senhora de Fátima (Igrejinha), Asa Sul.

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